REMODELAÇÕES EM ALTA – Portugueses investem em conforto e valorização do imóvel!

Os portugueses estão cada vez mais a apostar em remodelações nas suas casas. O conforto, a funcionalidade e a valorização do imóvel são os principais motores deste investimento, que tem vindo a crescer de forma consistente.

O cliente nacional e proprietário de habitação própria é o que mais investe em obras de remodelação, representando 83,3% dos casos. Seguem-se os investidores para arrendamento e as empresas/comércio, cada um com 27,8%, enquanto as famílias jovens representam 22,2% e os clientes com mais de 50 anos apenas 11,1%. Este perfil revela que os portugueses valorizam cada vez mais intervenções estratégicas na sua habitação, priorizando obras que proporcionam conforto, funcionalidade e valorização a médio e longo prazo.

No que diz respeito aos valores investidos, a faixa mais comum situa-se entre os 30 000 e os 50 000 euros, representando 33,3% dos casos. Seguem-se as faixas entre 5 000 e 15 000 euros e entre 15 000 e 30 000 euros, cada uma com 22,2%. Investimentos acima de 50 000 euros correspondem a 16,7%, enquanto os pequenos investimentos, até 5 000 euros, representam apenas 5,6%.

As remodelações gerais lideram as intervenções mais procuradas, seguidas pela renovação de cozinhas. Cresce também a criação de espaços em open space e as melhorias em pátios e jardins, refletindo a procura por maior conforto e qualidade de vida.

O principal motivo para investir em remodelações é o conforto, apontado por 27,8% dos clientes, seguido do investimento (22,2%), da valorização do imóvel e da adaptação às necessidades familiares (16,7% cada) e da manutenção (11,1%).

Durante o último ano, 55,6% dos clientes revelaram maior sensibilidade ao preço, enquanto 33,3% preferiram soluções chave-na-mão, onde o cliente define o projeto e a empresa trata de todo o processo. A sustentabilidade também ganhou espaço, com 11,1% a optar por materiais mais eficientes e processos de obra ambientalmente responsáveis.

O mercado de remodelações mostra assim consumidores mais informados e criteriosos, que valorizam conforto, segurança e acompanhamento profissional em todas as fases da obra, com decisões cada vez mais ponderadas e estratégicas.

IMT JOVEM – Heranças e doações podem impedir isenção

O regime do IMT Jovem tem gerado dúvidas após um esclarecimento da Autoridade Tributária (AT). A interpretação oficial veio confirmar que a posse de imóveis adquiridos por herança ou doação, mesmo que parcial, pode impedir o acesso à isenção.

Isto significa que muitos jovens que nunca compraram casa, mas herdaram ou receberam um imóvel de familiares, podem ficar excluídos do benefício fiscal.

Heranças e doações contam para exclusão

De acordo com a AT, o regime do IMT Jovem não distingue a forma de aquisição. Tanto compras como heranças e doações são consideradas para efeitos de exclusão.

O critério é simples: se o jovem já é titular de direitos sobre imóveis habitacionais, perde o acesso à isenção. A forma como adquiriu esse direito não interessa.

Titularidade parcial também impede

Outro ponto importante: não é necessário deter a totalidade de um imóvel para perder o benefício. A posse de uma quota-parte ou da nua propriedade é suficiente para afastar o IMT Jovem.

Além disso, a análise considera os três anos anteriores à compra. Se o jovem deteve direitos sobre imóveis nesse período, mesmo que já não seja proprietário, o acesso à isenção fica comprometido.

Quem fica excluído?

–  Quem herdou uma casa de um familiar

– Quem recebeu um imóvel por doação de pais ou avós

– Quem tem uma quota-parte numa herança ainda não partilhada

– Quem deteve um imóvel nos últimos três anos

Em todos estes casos, o IMT Jovem não se aplica, mesmo que o jovem nunca tenha comprado uma casa.

Antes de avançar, consulte um profissional para confirmar a sua elegibilidade. Na H Imobiliária, recomendamos que os nossos clientes procurem aconselhamento especializado para evitar surpresas desagradáveis.

USUFRUTO VITALÍCIO – Vender casa mantendo o direito a viver nela está a crescer em Portugal

Em Portugal, a possibilidade de vender a casa mantendo usufruto vitalício está a afirmar-se como uma solução cada vez mais procurada pela população sénior. Este modelo permite ao proprietário vender o imóvel, libertando capital, mas mantendo o direito de nele viver até ao fim da vida.

Num país marcado pelo envelhecimento demográfico, com cerca de 2,5 milhões de idosos, esta alternativa surge como resposta a um dilema frequente: como obter liquidez financeira sem abdicar da casa onde se construiu uma vida inteira.

Liquidez financeira sem perda de estabilidade

Para muitos reformados, a casa representa o principal ativo patrimonial, mas também um bem carregado de significado emocional. Vender significava, até há pouco tempo, sair do lar. Hoje, o usufruto vitalício permite equilibrar estas duas dimensões: transformar património imobiliário em capital disponível, mantendo estabilidade residencial.

Este modelo garante segurança financeira num contexto de aumento do custo de vida e maior longevidade, permitindo reforçar rendimentos, apoiar familiares ou simplesmente viver com maior tranquilidade.

Uma tendência em crescimento

A procura por esta solução tem aumentado de forma consistente. A maior parte dos contactos concentra-se na Grande Lisboa (cerca de 45%), seguida do Porto (22%), estando o restante distribuído pelo restante território nacional.

Estes números refletem uma necessidade crescente de alternativas flexíveis e ajustadas à realidade sénior, sobretudo em zonas urbanas onde o valor dos imóveis permite libertar montantes significativos de capital.

Mais do que uma venda: um modelo integrado

O usufruto vitalício está também a integrar uma abordagem mais ampla à habitação sénior. Para além da componente financeira, surgem soluções complementares como assistência domiciliária, cuidados de saúde, seguros ou serviços de apoio à manutenção da casa.

O objetivo é criar um verdadeiro ecossistema de suporte, que permita aos idosos permanecer no seu ambiente habitual com conforto, autonomia e dignidade. A permanência no lar, sempre que possível, tem impacto direto na qualidade de vida e no bem-estar emocional.

Uma alternativa estratégica para gerir património

Mais do que uma solução pontual, este modelo representa uma mudança estrutural na forma como o património imobiliário pode ser gerido na terceira idade. Permite transformar um ativo pouco líquido em recursos financeiros disponíveis, sem comprometer a habitação.

Para muitas famílias, trata-se de uma decisão estratégica que equilibra estabilidade, planeamento financeiro e qualidade de vida. Num contexto em que a longevidade aumenta e as necessidades evoluem, vender a casa mantendo usufruto vitalício está a tornar-se uma opção cada vez mais racional e sustentável.

No fundo, é uma solução que permite algo simples, mas essencial: continuar em casa, com maior segurança financeira e tranquilidade para o futuro.

VENDER NA PRIMAVERA – 7 dicas para preparar a sua casa para as visitas

A Primavera é, tradicionalmente, uma das melhores épocas para vender casa. Os dias são mais longos, há mais luz natural e os compradores estão mais ativos no mercado. No entanto, colocar o imóvel à venda nesta altura não é suficiente, é fundamental garantir que está preparado para causar uma excelente primeira impressão.

Se está a pensar vender na primavera, estes sete pontos podem fazer toda a diferença nas visitas.

1. Aproveite ao máximo a luz natural

A Primavera oferece uma vantagem clara: mais horas de luz. Abra estores e cortinas, limpe vidros e elimine obstáculos que bloqueiem a entrada de luz. Casas luminosas transmitem imediatamente sensação de espaço, conforto e bem-estar.

2. Cuide dos espaços exteriores

Varandas, terraços e jardins ganham protagonismo nesta estação. Pequenos gestos como aparar plantas, lavar pavimentos exteriores ou adicionar alguns apontamentos verdes podem transformar completamente a perceção do imóvel. O exterior deve convidar a imaginar momentos ao ar livre.

3. Faça pequenas reparações

Portas que rangem, torneiras a pingar ou paredes com marcas visíveis podem criar uma perceção de desleixo. Antes de iniciar as visitas, assegure-se de que tudo está funcional e cuidado. Pequenas intervenções têm um impacto significativo na confiança do comprador.

4. Despersonalize os espaços

O objetivo é permitir que quem visita consiga imaginar-se a viver ali. Fotografias muito pessoais, objetos demasiado específicos ou decoração excessivamente marcada podem dificultar essa identificação. Um ambiente neutro, mas acolhedor, facilita a projeção.

5. Reorganize e simplifique

Menos é mais. Retirar mobiliário em excesso melhora a circulação e valoriza a dimensão das divisões. A organização transmite a ideia de que a casa é prática e bem mantida, dois fatores que pesam bastante na decisão de compra.

6. Garanta um ambiente fresco e agradável

A Primavera pede leveza. Aposte em têxteis mais claros, areje a casa antes das visitas e evite odores intensos. Um ambiente limpo e fresco contribui para uma experiência positiva e memorável.

7. Prepare a casa como se fosse a primeira vez

Mesmo que já viva no imóvel há anos, tente olhá-lo com o olhar de quem o visita pela primeira vez. Pergunte-se: o que destaca? O que pode distrair? Pequenos ajustes estratégicos podem valorizar pontos fortes que passam despercebidos no dia a dia.

MUDANÇA DE CASA – Como tornar o processo mais leve e organizado

A mudança de casa marca quase sempre o início de uma nova fase. Pode representar crescimento, recomeço ou simplesmente a necessidade de um espaço mais ajustado à realidade atual. No entanto, apesar do entusiasmo, é também um processo exigente, que envolve decisões práticas e uma forte carga emocional.

A boa notícia é que, com planeamento e organização, é possível tornar esta transição muito mais leve.

Comece a preparar com antecedência

Um dos maiores erros numa mudança de casa é deixar tudo para a última semana. Quanto mais cedo começar a organizar tarefas, menor será o stress acumulado. Criar uma lista com prazos, serviços a tratar, contratos a atualizar e caixas a preparar ajuda a manter o controlo do processo.

Dividir a mudança em pequenas etapas torna tudo mais simples e menos esmagador.

Desapegue antes de empacotar

Mudar de casa é a oportunidade ideal para rever o que realmente faz sentido manter. Ao invés de transportar tudo automaticamente, aproveite para selecionar, doar ou descartar objetos que já não têm utilidade.

Além de reduzir o volume da mudança, este exercício cria uma sensação de renovação e leveza. Levar apenas o essencial facilita o recomeço.

Organize por categorias, não por divisões

Uma estratégia eficaz é empacotar por categorias (roupa, livros, utensílios, decoração) em vez de apenas por divisões. Identifique todas as caixas de forma clara e mantenha os itens essenciais separados para os primeiros dias na nova casa.

Ter à mão documentos importantes, artigos de higiene e algumas peças de roupa evita a sensação de desorganização inicial.

Prepare a nova casa antes da chegada

Se possível, limpe e organize o novo espaço antes de levar as caixas. Confirmar que eletricidade, água e internet estão ativos evita contratempos desnecessários. Pequenos detalhes, como instalar cortinas ou montar a cama logo no primeiro dia, fazem toda a diferença na sensação de conforto.

Criar rapidamente um ambiente funcional ajuda a transformar o espaço em “casa” mais depressa.

Dê espaço às emoções

Uma mudança não é apenas logística. Há memórias, rotinas e hábitos associados à casa anterior. É natural sentir alguma nostalgia, mesmo quando a decisão foi positiva.

Reconhecer esse lado emocional permite viver a transição de forma mais equilibrada. Ao mesmo tempo, encarar o novo espaço como uma oportunidade de crescimento ajuda a criar entusiasmo pelo futuro.

Transforme a mudança num novo começo

Em vez de encarar a mudança como um momento caótico, tente vê-la como um marco de evolução. Organizar, simplificar e recomeçar são processos que trazem clareza e renovação.

No fundo, mudar de casa não é apenas trocar de morada. É ajustar o espaço à pessoa que é hoje, e abrir caminho para a próxima etapa da sua vida.

COMPRAR CASA – Pode ser até 550 euros mais barato por mês do que arrendar

A decisão entre comprar casa ou arrendar sempre foi um dos grandes dilemas no mercado imobiliário. No entanto, o contexto atual veio alterar de forma significativa esta equação. Com rendas historicamente elevadas e uma recente descida das taxas de juro, comprar casa pode, em muitos casos, representar uma poupança mensal que chega aos 550 euros.

Arrendar está cada vez mais caro

O mercado de arrendamento continua marcado por escassez de oferta e valores elevados, sobretudo nas principais cidades. A procura supera largamente a disponibilidade de imóveis, pressionando os preços para níveis que absorvem uma parte substancial do rendimento das famílias.

Em muitas situações, a renda mensal de um apartamento de tipologia média ultrapassa valores que, há poucos anos, seriam considerados prestação bancária para compra de habitação própria. Esta realidade tem levado muitos agregados a reavaliar as suas opções e a olhar para a compra como uma alternativa financeiramente mais equilibrada.

A descida dos juros mudou o cenário

Após o pico das taxas de juro verificado desde 2022, o alívio gradual na política monetária trouxe algum equilíbrio às prestações do crédito à habitação. Com juros mais moderados, o valor mensal a pagar ao banco tornou-se mais previsível e, em muitos casos, inferior ao custo do arrendamento.

Esta diferença é hoje particularmente visível em várias zonas urbanas. Em cidades como o Porto, por exemplo, arrendar um apartamento com cerca de 80 metros quadrados pode ultrapassar os 1 390 euros mensais. Já a compra de um imóvel com características semelhantes poderá implicar encargos na ordem dos 1 040 euros por mês, mesmo considerando despesas como IMI, condomínio e manutenção.

A diferença aproxima-se dos 350 a 550 euros mensais, dependendo do caso concreto, o que representa uma poupança significativa ao longo do ano.

Comprar deixou de ser apenas estabilidade, passou a ser estratégia

Durante muitos anos, comprar casa foi encarado sobretudo como uma decisão associada à estabilidade pessoal e familiar. Hoje, para muitas famílias, trata-se também de uma escolha racional do ponto de vista financeiro.

Enquanto a renda é um custo sem retorno patrimonial, a prestação do crédito contribui para a construção de património próprio. Além disso, a previsibilidade da prestação bancária, especialmente em contratos com taxa fixa ou mista, permite maior controlo sobre o orçamento familiar.

A decisão continua a depender do perfil de cada família

Naturalmente, comprar casa implica um investimento inicial, custos de escritura e entrada própria, fatores que devem ser cuidadosamente ponderados. No entanto, num mercado onde as rendas continuam elevadas e os juros mostram sinais de estabilização, a diferença mensal entre comprar e arrendar tornou-se demasiado relevante para ser ignorada.

Em muitos casos, comprar casa deixou de ser apenas um objetivo a longo prazo e passou a ser, simplesmente, a opção mais económica no presente.