Jardinar com os miúdos

Meter as mãos na terra, sentir-lhe a textura, a humidade e o cheiro, descobrir os segredos e as formas de vida que o subsolo guarda, compreender o ciclo de vida das plantas e a importância de alguns insetos para a preservação dos ecossistemas, aprender a respeitar e a cuidar da mãe natureza — incutir, aos miúdos, o gosto pela jardinagem é extremamente pedagógico. Vamos à aventura?

— Desculpas como “a minha casa não tem jardim e/ou quintal” não são aceites; a varanda serve perfeitamente para colocar os vasinhos e basta aos pequenos jardineiros abrirem a porta para que possam cuidar das suas plantinhas e acompanhar o seu desenvolvimento.

— Comece com um convite – proponha à criança que se junte a si para semear alguma espécie vegetal que lhe seja familiar, como, por exemplo, cenouras. A familiaridade com a planta vai despertar-lhe a curiosidade e desencadear várias perguntas – chegou o momento de explicar-lhe como funciona o ciclo de vida vegetal.

Explique o quão perigosas podem ser determinados ferramentas (guarde-as sempre num lugar seguro e mantenha-se atento). E, para evitar acidentes e facilitar o manuseamento, forneça utensílios adequados à idade da criança.

Vista os seus pequenos jardineiros a rigor – umas jardineiras e umas botas ou uns crocs, um chapéu de palha e umas luvas são indispensáveis – e atribua-lhe tarefas, como, por exemplo, cavar um buraco, colocar as sementes na terra, regar…

Responsabilize-o pela sua horta/jardim – dê-lhe um espaço pequenino ou um vaso e incuta-lhe a responsabilidade de vigiar, regar e zelar pelo crescimento saudável das suas plantinhas.

Construir CASA está mais caro

Construir casa nova está mais caro desde junho, de acordo com últimos números divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística.  O INE aponta como fatores responsáveis pelo aumento do preço final dos imóveis os custos associados à mão de obra e à aquisição de materiais de construção.

Os custos associados à construção de habitação cresceram 6,5% em junho, em termos homólogos, e mais 0,4% face ao mês anterior. O aumento do preço dos materiais de construção, bem como da mão de obra, são os fatores responsáveis pela subida do valor final a pagar por uma casa nova, de acordo com os números apresentados pelo INE.

“Em junho, estima-se que os custos de construção de habitação nova tenham aumentado 6,5% em termos homólogos, mais 0,4% face ao observado no mês anterior.”

No que diz respeito à taxa de variação mensal do Índice de Custos de Construção de Habitação Nova (ICCHN), o valor fixou-se em 1,0% no mês de junho, tendo o custo dos materiais crescido 0,5% e o custo da mão de obra 1,7%. O preço da mão de obra e dos materiais de construção contribuíram com 0,3% e 0,7%, respetivamente, para a formação do valor final da taxa de variação mensal do ICCHN, apurado pelo INE.

Habitação Duradoura – o que é?

Provavelmente o conceito é-lhe desconhecido, mas fique a saber que é uma alternativa à compra de casa e que lhe permite ter uma casa para toda a vida.

Ter a própria casa é o grande sonho de muita gente, mas muitas vezes implica a contração de empréstimos ou a sujeição à evolução da taxa de inflação, no caso do arrendamento.  O Governo criou uma alternativa que tanto evita o endividamento, no caso da compra de casa, como traz estabilidade a quem opta por arrendar — o regime da Habitação Duradoura.

O Direito Habitação Duradoura (DHD) permite-lhe morar, de forma permanente e vitalícia, numa habitação, mediante o pagamento de uma caução inicial e de uma renda mensal fixa.

– Qualquer pessoa, livre de encargos, tal como hipotecas, proprietária de um imóvel, pode fazer um contrato DHD.

– O contrato é feito através de uma escritura pública ou de um documento particular, com reconhecimento de assinaturas e implica, também, o registo predial, por parte do morador, até 30 dias após a assinatura do contrato.

– O contrato DHD implica o pagamento de uma caução inicial e de uma renda fixa mensal.

– O inquilino pode rescindir o contrato com aviso prévio de 90 dias, com direito à devolução da caução. A morte do inquilino ou o incumprimento de deveres também podem levar à rescisão do DHD.

–  O proprietário pode vender o imóvel a qualquer momento, mas a viabilidade do DHD não fica em causa.

– O inquilino é responsável pelo pagamento do IMI e pela conservação do imóvel.

–  Ao proprietário cabe o pagamento do condomínio e a entrega da casa, ao novo morador, com condições médias de habitabilidade.

UM quarto para DOIS

Pequenos apartamentos implicam grandes malabarismos, sobretudo quando há mais do que uma criança e apenas um quarto disponível.

O nosso quarto é o nosso mundo, é a expressão da nossa individualidade, dos nossos gostos e até dos nossos defeitos. Para as crianças, isso não é exceção. Agora, imagine duas crianças, completamente diferentes, a partilharem o mesmo quarto – ou se cria um espaço equilibrado ou teremos sempre algum deles com a lágrima no canto do olho.

Precisa de ideias? Venha daí, vamos criar UM quarto à imagem de DOIS miúdos.

Quanto às cores, duas opções: ou escolhe tons neutros nas paredes e na mobília e compra as roupas de cama, almofadas, toalhas e peluches ao gosto de cada um, ou cria dois espaços distintos, com as cores favoritas de cada um (por exemplo, personalize a cabeceira da cama, a mesinha ou o candeeiro).

–  Os beliches e os roupeiros de parede são uma boa opção para rentabilizar o espaço.

– Quanto à decoração, é IMPRESCINDÍVEL que haja elementos ao gosto de cada um: se forem crianças, as meninas podem gostar de ter no quarto recriações dos contos de fadas e os meninos não prescindem do seu super-herói. Já os adolescentes deliram com posters das suas estrelas de cinema favoritas.

–  Deixar um espaço em branco (por exemplo, uma parede em ardósia) para que eles possam dar asas à imaginação, criar e recriar é outra excelente ideia.

FENG SHUI – Harmonia dentro de portas

Feng Shui é uma arte milenar Oriental que procura harmonizar o ambiente da casa, com o intuito de trazer equilíbrio ao espaço, atrair energias positivas e, deste modo, promover o nosso bem-estar.

Funciona através das cores, da decoração, da posição dos móveis, da luz, das plantas e dos quatro elementos da mãe natureza — terra, água, ar e fogo — representados, por exemplo, em elementos decorativos como velas (fogo) e fontes (água).

Atualmente praticada um pouco por todo o mundo, esta técnica de harmonização dos espaços consiste na mudança de pequenas coisas e promete trazer-lhe benefícios. Preparámos-lhe um guia, simples!

Plantas artificiais, NÃO

As plantas artificiais não trazem nada de benéfico! Contudo, é essencial que tenha plantas naturais em todas as divisões da casa, uma vez que promovem o equilíbrio e auxiliam a respiração.

O HALL

Mantenha-o limpo e iluminado — os espelhos são uma excelente opção, uma vez que convidam a boa energia a entrar em sua casa. Opte por cores claras para as paredes e abuse dos tapetes (auxiliam a circulação das energias positivas).

O QUARTO

Opte por cores claras tanto na decoração como nas paredes — transmitem tranquilidade e promovem o descanso; almofadas, édredons, mantinhas são bem-vindos. Diga não aos espelhos — os espelhos ativam a energia, inibindo o descanso e o relaxamento — e não leve nenhum material de trabalho/estudo quarto.

O WC

Mantenha sempre o tampo da sanita fechado! Conjugue tons pastel, plantas e velas.

A COZINHA

Muita luz e muitas plantas naturais. Quanto às cores, preste muita atenção na hora de as escolher — as cores quentes estimulam o apetite. Se tem ou pretende adotar um estilo de vida e alimentação mais saudáveis, opte por tons neutros e/ou terra para as paredes e abuse dos verdes na decoração.

A SALA

Equilíbrio é a palavra de ordem no que respeita à escolha das cores. Conjugue cores que transmitam relaxamento, mas que também promovam a comunicação e a criatividade — a sala é o lugar por excelência das reuniões de família. Encoste o sofá a uma parede — esta posição transmite proteção e segurança — de frente para a porta de entrada, a dar as boas-vindas às visitas. Ao centro, opte pelas mesas e tapetes de formato arredondado, pois é um formato que facilita o fluxo da energia. Complete a decoração com plantas naturais e pequenas fontes.

Boas energias aí para casa!

PERMUTA de CASA – conhece as vantagens?

Quando pensamos em mudar de casa pensamos, quase automaticamente, na venda do nosso imóvel atual e na aquisição de outro que satisfaça as nossas novas necessidades. Poucas vezes nos ocorre a ideia da PERMUTA – que não é nada mais nada menos do que a troca de casa entre dois proprietários – o processo, por norma, é mais célere e menos dispendioso, sabia?

O mais complicado na permuta é encontrar um proprietário com interesse no seu imóvel e que possua um imóvel que lhe interesse a si, de resto são muitas as vantagens.

Depois de encontrar alguém com correspondência de interesses na troca de casa consigo e de acertar valores, caso haja essa necessidade, o processo é bastante mais rápido e menos dispendioso do que a venda e compra de casa.

Mais POUPANÇA

Com a PERMUTA, poupa no Imposto Municipal sobre Transações Onerosas de Imóveis (IMT) e no Imposto do Selo, uma vez que o valor a pagar incide apenas sobre a diferença de valores entre as casas.

Imagine que uma das casas está avaliada em 180 mil euros e a outra em 280 mil – o proprietário que fica com a mais barata fica isento de IMT e o outro irá pagar apenas o IMT sobre a diferença do valor das casas (100 mil euros).

Menos BUROCRACIA

A PERMUTA exige menos burocracia – a troca de casa realiza-se através de um contrato-promessa, no qual os proprietários assumem simultaneamente a posição de comprador e vendedor e onde ficam indicados os valores dos imóveis. Antes da assinatura da escritura, no caso de algum dos imóveis se encontrar hipotecado, a permuta deve ser comunicada ao banco para que seja feita a transferência do contrato do imóvel hipotecado para o novo comprador e rescindido o contrato com o atual proprietário. Aquando da escritura, o banco deve disponibilizar um distrate para cada uma das casas.

“Et voilá”, chaves na mão!