E-LAR – Apoio para trocar eletrodomésticos disponível

Já está em vigor o programa E-Lar, uma medida do Governo que facilita a substituição de eletrodomésticos antigos e pouco eficientes por equipamentos de classe energética A ou superior.

Com um orçamento de 100 milhões de euros, o E-Lar permite às famílias, sobretudo as mais vulneráveis, trocar fogões, fornos ou esquentadores por aparelhos modernos, económicos e mais sustentáveis.

Uma das grandes novidades é a forma de acesso ao apoio: não é necessário adiantar dinheiro, já que os descontos são aplicados diretamente na compra, em lojas aderentes. Para beneficiar, basta escolher o equipamento, apresentar a documentação necessária e entregar o aparelho antigo.

O programa destina-se principalmente a famílias com tarifa social de energia e a beneficiários de prestações sociais mínimas, podendo, em alguns casos, assegurar até 100% do valor do equipamento.

Além do alívio imediato no orçamento familiar, o impacto ambiental é também significativo: estima-se que a substituição de quase 900 mil aparelhos possa gerar uma poupança energética anual de 30 milhões de euros e reduzir de forma expressiva as emissões poluentes.

Para esclarecer dúvidas e formalizar candidaturas, os Espaços Energia e as juntas de freguesia estão já a apoiar os interessados em todo o país.

O E-Lar afirma-se assim como um passo essencial no combate à pobreza energética e na construção de habitações mais confortáveis, económicas e amigas do ambiente.

CLÁUSULAS DO CRÉDITO – Como proteger o seu financiamento

Contratar um crédito, seja pessoal ou habitação, implica mais do que olhar para a prestação mensal. As cláusulas do crédito definem direitos e obrigações do consumidor e podem esconder custos que fazem toda a diferença ao longo do contrato. Conhecer estas condições é essencial para proteger o seu dinheiro e garantir uma relação mais transparente com o banco.

Amortização antecipada
Pagar o crédito mais cedo é possível, mas pode implicar custos adicionais. A amortização antecipada permite reduzir juros e encurtar a dívida, mas quase sempre inclui uma comissão. É importante calcular se o benefício compensa a despesa, já que este custo varia conforme o tipo de crédito.

Vendas associadas
Muitos bancos oferecem melhores condições se o cliente aceitar contratar produtos como cartões, seguros extra ou contas específicas. Embora possam reduzir o spread ou a taxa de juro, estas vendas associadas aumentam o custo global do crédito. Avalie bem se os benefícios justificam os encargos a longo prazo.

Seguro obrigatório
No crédito habitação, os seguros de vida e multirriscos são praticamente sempre exigidos. São importantes para proteger tanto o consumidor como o banco em situações de imprevisto. No entanto, a lei permite contratar estes seguros fora do banco, desde que respeitem os requisitos. Ainda assim, algumas instituições penalizam essa escolha, por exemplo, aumentando o spread.

Custos ocultos e obrigações adicionais
Além das cláusulas principais, podem surgir condições menos evidentes, como manter uma conta aberta no banco, domiciliar o salário ou cumprir saldos mínimos. Estes compromissos representam custos que, muitas vezes, não estão incluídos na TAEG.

Como se proteger

  • Leia sempre o contrato com atenção e peça uma cópia da minuta antes de assinar.
  • Esclareça dúvidas sobre comissões, seguros e vendas associadas.
  • Compare propostas de diferentes bancos, não apenas pela prestação mensal, mas também pelos custos totais.
  • Confirme o que é obrigatório por lei e o que são apenas exigências contratuais adicionais.

No fim, a chave para proteger o seu financiamento está na informação e na transparência. Quanto mais conhecer as cláusulas do crédito, mais preparado estará para negociar e evitar encargos desnecessários. Afinal, um contrato de crédito é um compromisso de longo prazo – e deve ser assumido com toda a segurança.

VISITA – O que deve verificar antes de comprar casa

Comprar casa é uma decisão importante e visitar o imóvel com atenção é fundamental para evitar surpresas desagradáveis. Durante a visita, há vários aspetos que deve observar com cuidado, tanto na habitação em si como na envolvente.

Comece por analisar o estado geral do imóvel. Verifique paredes, tetos e pavimentos em busca de humidade, fissuras ou sinais de infiltrações. Teste portas, janelas e fechaduras, assim como torneiras e canalizações, para perceber se tudo funciona corretamente. O sistema elétrico também deve ser inspecionado, garantindo que não existem problemas aparentes ou riscos de segurança.

Depois, observe a iluminação e ventilação do imóvel. Casas bem iluminadas e ventiladas proporcionam maior conforto e poupam energia a longo prazo. Avalie também o ruído na zona, verificando se é um local tranquilo ou se há fontes de barulho que possam ser incómodas.

Não se esqueça de verificar a localização e serviços da área. Proximidade de transportes, escolas, supermercados e zonas de lazer são fatores determinantes para o dia a dia e a valorização futura do imóvel.

Finalmente, preste atenção a detalhes que muitas vezes passam despercebidos, como espaços de arrumação, condições de estacionamento e acesso a áreas comuns. Tirar notas e fotografias durante a visita pode ajudar a comparar imóveis posteriormente e a tomar uma decisão mais segura.

Uma visita bem feita é decisiva para garantir que a casa escolhida corresponde às suas necessidades, expectativas e investimento, evitando problemas no futuro e tornando a compra uma experiência mais tranquila.

DIVÓRCIO NO VERÃO – E agora, quem fica com a casa da praia?

O verão é tradicionalmente sinónimo de férias, dias longos e momentos em família, mas para quem atravessa um divórcio, esta estação pode trazer desafios inesperados, especialmente quando há um imóvel de veraneio em jogo. A casa da praia, muitas vezes associada a memórias felizes, pode tornar-se num ponto de tensão entre ex-cônjuges.

Quando o casal se separa, é essencial definir quem ficará com o direito de utilização do imóvel durante o período estival e como será feita a gestão das despesas associadas, como manutenção, condomínio e impostos. Estes detalhes podem ser acordados amigavelmente ou, em caso de desacordo, formalizados judicialmente.

Se a casa da praia estiver em nome de ambos, o ideal é procurar um acordo que permita a ambos usufruir do espaço em momentos diferentes ou definir uma compensação financeira para quem não utilizar o imóvel. É igualmente importante considerar o valor do imóvel na partilha de bens e a possibilidade de venda, caso nenhum dos dois queira ficar com ele.

Além das questões legais, há o lado emocional. Manter uma comunicação aberta e respeitosa é fundamental para evitar conflitos e permitir que o verão continue a ser uma época de descanso, mesmo após a separação.

No fundo, a divisão de uma casa de férias exige planeamento, bom senso e, sempre que necessário, aconselhamento profissional. O objetivo é que todos consigam preservar momentos de lazer e tranquilidade, sem que o divórcio transforme o verão numa fonte de stress.